(e isso é bom.)
o fuzz da guitarra de beto gedes inflitrando-se
no meu ouvido
faz nina
nina werden.
wishing you
nem parece
que eu tive um fim de semana incrível
tou expurgando a culpa pelo fim de semana incrível
ensaiamos, inclusive
aliás, o fim de semana inteiro
foi um ensaio
de como combinar um bom fim de semana
com a semana seguinte.
boa semana!
é isso
sobre o que falar hoje? que não consegui ir pro trabalho e que quase acabo com a paciência do marido, do pai e da mãe? que não consigo enfrentar sozinha os meus problemas?
é, sobre isso mesmo.
to be continued.
black is the new sleep
de volta à condição insone.
tudo escuro, marido ao lado no 10º sono, 14 segundos pra acertar uma única tecla aqui nesse breu.
vale a pena comentar agora: quando escrevi os dois posts anteriores pode-se dizer que eu estava mal. mesmo. (fingi direitinho, não foi?)
mas nada que uma segunda-feira não trate. hoje aprendi que esse negócio de mover montanha com fé funciona. lição do dia, mission accomplished.
efeito colateral, que nem tudo são flores e montanhas movidas: no sleep at all.
agora vou lá que o marido tá perigando acordar. logo agora que aprendi a digitar, de um jeito bem necessidade-faz-o-homem-wise.
de qualquer forma, dalma dorme. e fé. nas montanhas e nos carneirinhos. nighty night!
rotulando
vamos começar compartilhando intimidades.
nem queria escrever assim, chamando atenção pra isso, nomeando.
mas, pra onde se pode correr – não se vive mesmo sem os rótulos. sem as nomeações. os papéis!
a questão é que eu preciso de um remedinho. toda noite, antes de dormir.
engraçado, agora que eu escrevi, nem parece tão íntimo.
afinal, tanta gente precisa exatamente da mesma coisa, no mesmo horário inclusive.
mas cada um é cada um. e a mim esse meu remedinho incomoda. o ato de dele precisar, pelo menos.
a promessa é que um dia eu me baste, sem ele. acontece que já se vão cinco anos assim.
mas quanto tempo se leva até fixar bem um rótulo?
e então, werden wir?
comecemos, então. mais um blog.
a diferença deste em relação ao anterior é a pretensa maior liberdade. pseudonymwise.
nina werden soa bem. é meio pop, lembra outros nomes. a mim parece um nome anônimo e por isso mesmo interessou-me para os fins desses pequenos escritos nesse lugar. nesse sítio, diria a nina portuguesa.
por outro lado, um dia, quem sabe, tudo poderá se realizar. nina poderá.
wird nina nina werden?
tornar-se quem se é – talvez seja esse o sentido da vida. da minha, pelo menos.
da de nina.
sorte tem o homem velho: já arcou com sua cota quando jovem. e olha que nem havia blog pra dar uma ajudinha na tarefa de tentar amadurecer. mas hoje ele tá aí, o homem, cabeça a prumo, segue rumo e nunca mais. nunca mais azares.
nunca mais azares nina, sonst wird sie nina werden.
até o próximo post, que, quem sabe, não será um pouco mais compreensível? a gente vai tentando, pelo menos. sempre tentando.
(digo logo que alemão não tem gerúndio precisamente porque existe o “werden”.)